Holandeses e a Economia Açucareira no Brasil

A produção açucareira no Brasil requeria a instalação de uma infraestrutura complexa e, portanto, custosa. A coroa portuguesa não possuía o capital necessário para o empreendimento, que foi buscar em banqueiros europeus, dentre os quais destacavam-se os holandeses, que posteriomente tornariam-se centrais.

Inicialmente investidores – através de empréstimos – os holandeses passaram a ter os direitos de refino e distribuição do açúcar no mercado europeu, além do tranporte do produto de Portugal para a Holanda. Ao assumirem atravessadores do açúcar tornaram-se os principais beneficiados do comércio de açúcar, já que eram tempos de economia mercantilista e o acúmulo de riqueza situava-se principalmente na comercialização (distribuição) dos produtos, ao invés da produção.

Esta relação foi importante na consolidação da classe mercantil holandesa, que se beneficia dela até o final do século XVI, quando Portugal é anexada à Espanha e tem início a União Ibérica.  O processo de formação da República Holandesa dos Países Baixos Unidos aconteceu em meio à confrontos com forças espanholas, que exerciam poder político sobre a região, teve fim em 1579, um ano antes da união dos reinos ibéricos, o que acarretou na perda dos direitos de participação na economia açucareira no Brasil. Afim de reverter os prejuízos os holandeses promoveram invasões à costa brasileira e se estabeleceram na região de Pernambuco, a maior produtora da colônia.

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