Iluminismo, acendendo revoluções

  • Retomando brevemente o Absolutismo:
    • Aliança entre monarquias e burguesia, afim de superar as estrutura medievais e lidar com a contradição na nova classe de elevado poder econômico.
    • Thomas Hobbes, importante teórico do absolutismo afirmava que “o homem é o lobo do homem” e o estado absoluto seria uma superação racional deste estado de natureza, que por sí só é caótico e auto-destrutivo.
  • As Cruzadas promoveram um reavivamento do comércio europeu e posteriormente as Grandes Navegações tornaram este reavivamento uma verdadeira revolução nas relações comerciais européias. As instituições medievais (títulos de nobreza e poder clerical) pouco a pouco perdem espaço, por não serem mais adequadas à nova dinâmica econômica, abrindo portas para mudanças estruturais profundas.
  • Apesar do Renascimento ter dado início à crítica da explicação religiosa do universo, não foi suficiente, e ainda tivemos a Contra-Reforma, mas estas ideias floresceram. Entre os autores notáveis do período podemos citar:
    • René Descartes embasou o racionalismo. Ele afirmava que existia uma verdade absoluta e incontestável que conclui ser a a dúvida, a capacidade humana de questionar. Para ele existia si um Deus criador do universo, que após fazê-lo dotou o ser humano de razão para que este o desvendasse, e não mais interviu.
    • Isaac Newton expressou as leis da natureza de forma matemática, reforçando ainda mais a abordagem racional do universo. Se haviam leis que regiam a natureza talvez existam leis que regem a sociedade.
    • John Locke, em sua obra Segundo tratado sobre o governo civil defendeu que os homens possuem direitos naturais, a vida, a liberdade e a propriedade privada. Influenciado por Hobbes, Locke acreditava que sim, era necessário um governo para que este direitos fossem mantidos, através de um contrato de governantes e governado, porém no caso da quebra deste contrato era direito dos governados o levante. -> Assim Locke refutou o Absolutismo e o Direito Divino.
    • Voltaire critava a guerra e a revolução. Acreditava em reformas realizadas por monarcas sob a orientação dos filósofos, embasando o que seria chamado de Despotismo Esclarecido. Também defendeu a liberdade de expressão como um direito natural dos seres humanos -> “Posso não concordar com uma única palavra do que dizeis, mas defenderei até a morte seu direito de dizê-lo.”
    • Montesquieu, em sua obra O Espírito das Leis propôs a divisão dos poderes do estado em três instâncias (legislativo, executivo e judiciário), tornando assim o governante um mero executor da vontade da sociedade. Além disso era necessário um conjunto de leis que expressasse estes valores e que fosse obedecidas também pelos governantes, a Constituição.
    • Jean-Jacques Rousseau, mais radical que seus antecessores, criticava duramente o absolutismo, porém também criticava a propriedade privada, o que lhe rendeu uma rejeição por parte da burguesia da época. Em sua obra O Contrato Social ele defendia a liberdade de todos os homens, que nascem iguais e, por meio de suas vontades, criam leis e organizam a sociedade.
    • Diderot e D’Alembert compilaram a Encyclopedie, uma obra em 35 volumes onde tentaram reunir o que acreditavam ser todo o conhecimento humano acumulado até então. Contando com 130 colaboradores, entre eles Voltaire, Montesquieu e Rousseau, a Encyclopedie apresentava ideias como o racionalismo, o deísmo, o contrato entre governantes e governados entre outras condizentes com o período.
  • Críticas econômicas do período:
    • Fisiocracia: críticava o mercantilismo, afirmando que a terra, e não o acúmulo de metais preciosos, era a verdadeira fonte de riquezas. O comércio não era uma forma de gerar riqueza, mas apenas de fazê-la circular.
    • Adam Smith, diferente dos fisiocratas, afirmava que o trabalho era a verdadeira fonte de riqueza.
    • Estas críticas acabaram por embasar o liberalismo econômico, que se muitos resumem na afirmação “Laissez faire, laissez passer, le monde va de lui même” (“Deixe fazer, deixe passar, o mundo vai por si mesmo”. São valores importantes para o liberalismo econômico a concorrência, a divisão do trabalho e o livro comércio.
  • O despotismo esclarecido
    • Buscando reduzir as tensões entre as monarquias e burguesia foram realizadas reformas, modernizando a admnistração dos reinos, as práticas econômicas e incentivando a cultura, as artes, a filosofia e a educação pública.
    • Ainda que bem recebidas, as reformas não foram suficientes para conter as mudanças e a contradições da sociedade e as mudanças seguiriam por toda a europa.
    • Os governantes franceses não cederam a este movimento, nao realizaram reformas.

Para se aprofundar recomendamos ler estes trechos de obras de autores da época e comparar com o que foi estudado

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