Para entender a história dos EUA

Estes vídeos podem ajudar a compreendermos um pouco da história dos Estados Unidos da América. Todos possuem legendas em português, basta clicar na engrenagem na parte inferior direita do vídeo. Nem todos são essenciais para vestibulandos também, então organize bem seus estudos.

Antes que vocês assistam queremos lembrar que estes vídeos tratam de partes pontuais da história dos EUA e requerem um conhecimento um pouco maior do quadro. Para isso recomendo este pequeno livro do professor Leandro Karnal:

Clique na imagem para baixar o livro.

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Boston Tea Party, antes da Independência:

Declaração de Independência dos EUA:

A Carta de Direitos, também chamada de Bill of Rights, explicada:

As primeiras eleições:

Inventando o presidente:

A compra da Lousiana:

Histórico da Guerra da Secessão:

O terceiro fala de Andrew Jackson, o infame sétimo presidente dos EUA:

O quarto sobre a história do sufrágio (direito ao voto) nos EUA:

 

 

Vídeos para entender a arte na História

É muito comum alunos se perguntarem o porquê de lidarmos com tantas obras de arte durante as aulas história. Afinal é uma aula de História ou de Artes? Bem, as produções artísticas têm sido muito importante para os historiadores remontarem nosso passado e, em geral, cumpriram um papel político e religioso em suas épocas. O vídeo a seguir nos mostra um pouco do papel que a arte cumpriu no que se refere às experiências religiosas antes que fosse carregada para museus:

E este outro vídeo, tratando da estátua de Davi feita por Michelangelo, aborda estas questões de maneira um pouco mais específica e demonstrando a dimensão política da arte:

Ambos possuem legenda em português, basta clicar na engrenagem na parte inferior do vídeo.

Trechos de autores iluministas

O motivo que leva os seres humanos a criar os Estados é o desejo de abandonar essa miserável condição de guerra que […] [surge] quando não existe poder visível que os controle […]. O único caminho para criar semelhante poder comum, capaz de defende-los contra a invasão dos estrangeiros […], assegurando-lhes de tal modo que por sua própria atividade e pelos frutos da terra poderão alimentar-se a si mesmos e viver satisfeitos, é conferir todo o seu poder e fortaleza a um homem ou a uma assembléia de homens […] que representem sua personalidade […]. Isso é algo mais que consentimento ou concórdia; é uma unidade real de tudo isso em uma e mesma pessoa, instruída por pacto de cada homem com os demais […]. Feito isso, a multidão assim unida em uma pessoa se denomina Estado. Thomas Hobbes in O Leviatã

Embora a terra e todas as criaturas inferiores sejam comuns a todos os homens, cada homem tem uma propriedade em sua própria pessoa; a esta ninguém tem qualquer direito senão ele mesmo. O trabalho de seu corpo e a obra de suas mãos, pode dizer-se, são propriamente dele. Seja o que for que ele retire do estado que a natureza lhe forneceu e no qual o deixou, fica-lhe misturado ao próprio trabalho, juntando-se-lhe algo que lhe pertence, e, por isso mesmo, tornando-se propriedade dele. Retirando-o do estado comum em que a natureza o colocou, anexou-lhe por esse trabalho algo que o exclui do direito comum de outros homens. Desde que esse trabalho é propriedade exclusiva do trabalhador, nenhum outro homem pode ter direito ao que se juntou, pelo menos quando houver bastante e igualmente de boa qualidade em comum para terceiros. – John Locke in Segundo tratado sobre o governo

A partir do momento em que desejava dedicar-me exclusivamente à pesquisa da verdade, pensei que deveria rejeitar como absolutamente falso tudo aquilo em que pudesse supor a menor dúvida, com a intenção de verificar se, depois disso, não restaria algo em minha educação que fosse inteiramente indubitável.

Desse modo, considerando que nossos sentidos às vezes nos enganam, quis supor que não existia nada que fosse tal como eles nos fazem imaginar. Por haver homens que se enganam ao raciocinar, mesmo no que se refere às mais simples noções de geometria (…), rejeitei como falsas, julgando que estava sujeito a me enganar como qualquer outro, todas as razões que eu tomara até então por demonstrações. (…)

Logo em seguida, porém, percebi que, enquanto eu queria pensar assim que tudo era falso, convinha necessariamente que eu, que pensava, fosse alguma coisa. Ao notar que esta verdade penso, logo existo, era tão sólida e tão correta (…), julguei que podia acatá-la sem escrúpulo como o primeiro princípio da filosofia que eu procurava. – René Descartes in Discurso do método

 

A gravidade explica os movimentos dos planetas, mas não pode explicar quem colocou os planetas em movimento. Deus governa todas as coisas e sabe tudo que é ou que pode ser feito – Isaac Newton citado por J.H.Tiner in Newton: Inventor, Scientist and Teacher

 

O verdadeiro fundador da sociedade civil foi o primeiro que, tendo cercado um terreno, lembrou-se de dizer isto é meu e encontrou pessoas suficientemente simples para acreditá-lo. Quanto crimes, guerras, assassínios, misérias e horrores não pouparia ao gênero humano aquele que, arrancando as estacas ou enchendo o fosso, tivesse gritado a seus semelhantes ‘Defendei-vos de ouvir este impostor,; estareis perdidos se esquecerdes que os frutos são de todos e que a terra não pertence à ninguém!’

(…)

Quereis, portanto, dar consistência ao Estado? Aproximai os graus extremos, tanto quanto possível; não suporteis nem opulentos nem indigentes. Essas duas condições, naturalmente inseparáveis, são igualmente funestas ao bem comum… Que nenhum cidadão seja assaz opulento para comprar outro e que nenhum seja bastante pobre para se achar constrangido a vender-se. – Jean-Jacques Rousseau in Discursos sobre a desigualdade

Uma reflexão sobre os processos de colonização

“Por que os Estados Unidos são tão ricos e nós, o Brasil, somos tão pobres? Por que as coisas parecem dar certo lá e não aqui? (…) As explicações de maior sucesso são sempre as mais simples, mesmo que a realidade seja de fato muito complexa. Uma destas explicações, talvez a pior de todas, argumenta que existem colônias de exploração e de povoamento.

As colônias de exploração, é claro, seriam as ibéricas. Como aprende-se na definição, as áreas colonizadas por Portugal e Espanha existiram apenas para enriquecer as metrópoles. Nesse tipo de colônia, as pessoas sairiam da Europa apenas para enriquecer e retornar ao país de origem. Esta verdade tão cômoda explicaria o subdesenvolvimento de países como Peru, Brasil e México: todos eles foram colônias de exploração.

O oposto das colônias de exploração seriam as colônias de povoamento. Para essas, as pessoas iriam não com o objetivo de enriquecer e voltar, mas para morar na nova terra. Logo, sua atitude não seria predatória, mas preocupada com o desenvolvimento local. Isto explicaria o grande desenvolvimento das áreas anglo-saxônicas como os EUA e Canadá. (…)

No século XVII, quando a América espanhola já apresentava universidade, bispados, produções literárias e artísticas de várias gerações, a costa inglesa da América do Norte era um amontoado de pequenas aldeias atacadas por índios e rondadas pela fome. (…) Decorridos cem anos do início da colonização, caso comparássemos as duas Américas constataríamos que a ibérica tornou-se muito mais urbana e possuía mais comércio, maior população e produções artísticas e culturais mais ‘desenvolvidas’ que a inglesa.

Nesse fato vai residir a maior facilidade dos colonos norte-americanos em proclamarem a sua independência. (…) a falta de um efetivo projeto colonial aproximou os EUA de sua independência. As 13 colônias nascem sem a tutela direta do Estado. Por ter sido ‘fraca’ (…) a colonização inglesa deu origem à primeira independência vitoriosa da América”.

KARNAL, L. A Formação da Nação. História dos Estados Unidos: das origens ao século XXI. Contexto, SP, 2011, pp.23-29.