Pioneirismo Português

Pormenor da nau de Pedro Álvares Cabral, in Memória das Armadas que de Portugal passaram à Índia.

O ano de 711 pode ser considerado um marco na História de Portugal e de toda a península ibérica, pois é nesse período que os muçulmanos conquistam o território da Andaluzia (sul da atual Espanha), e Portugal. Os cristãos ficam apenas com a região das Astúrias, norte da Espanha.

Por conta dessa dominação, cristãos e muçulmanos travaram diversas lutas ao longo de quase três séculos. A Guerra de Reconquista, como é chamado esse confronto, é de extrema importância para entendermos a formação do reino português e, consequentemente, o seu pioneirismo nas grandes navegações.

Diversos nobres de diferentes regiões da Europa, dirigiram-se para a Espanha, afim de lutar ao lado dos cristãos, pretendendo ganhar terras em troca desses esforços. D. Afonso VI, rei de Leão e Castela (reinos que compunham a Espanha, juntamente com Aragão e Navarra) doou a D. Henrique de Borgonha um pedaço de terra situado próximo do litoral em 1094.

D. Henrique de Borgonha passava então a ser vassalo de D. Afonso VI, pois também havia se casado com uma de suas filhas. Com a morte de D. Henrique, seu filho D. Afonso Henriques declara independência do reino de Leão e Castela, fundando a Dinastia de Borgonha em 1139. Portugal torna-se um Estado autônomo.

A dinastia de Borgonha é responsável por dar a Portugal um feudalismo diferente das demais regiões da Europa. No pais ibérico as características eram: ausência de hereditariedade, autoridade municipal e debilidade da servidão. Essa série de fatores, ocasionou um fortalecimento da monarquia, evitando a descentralização política, característica marcante do feudalismo europeu